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quarta-feira, 6 de setembro de 2006

São Valentim

O Diário de Notícias noticiou hoje que os dois famosos machos da dinastia Loureiro, Valentim e João, pai e filho, tinham o hábito de telefonar e de fazer chegar recados aos árbitros, prometendo promoções a quem desse uma mãozinha ao Boavista e ameaçando quem não ajudasse os rapazes de xadrez. Eu que tenho o Major Valentim na conta de cavalheiro fleumático, de idóneo militar injustamente expulso do Exército pelo regime autoritário, de dinâmico autarca adorado pelos seus esclarecidos munícipes, de incorruptível presidente do conselho de administração do Metro do Porto, fiquei muito surpreendido. Felizmente, o Major Valentim vive e exerce as suas profícuas actividades em Portugal, onde os funcionários do Ministério Público e da Justiça respeitam quem ganha eleições e sabem que os políticos raramente cometem ilegalidades. Se tivesse a infelicidade de viver em Espanha ou na Itália, desconfio que o Major Valentim arranjaria algum inimigo na magistratura, que por aquelas bandas tem a impertinência de acreditar que a lei é igual para todos.