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domingo, 23 de janeiro de 2011

Eleições 2011

Ai é tão bom quando os socialistas são esmagados! Dá-me uma sensação - passageira, é certo - de que ainda há nos negócios públicos, um vestígio de bom senso, de decoro, de justiça. Cavaco ganhou sem brilho e o regime, cada vez mais ilegítimo, perdeu com inconsequente estrondo: 52% dos eleitores abstiveram-se, cientes da inutilidade do acto e da miséria moral do sistema.

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Não lhe dou cavaco

Cavaco anunciou que quer continuar Presidente. São mais cinco anos cheios de compromissos, de viagens pelo "país real", inaugurando, discursando, sorrindo, para excitação da província; uma agenda cheia que na velhice é coisa preciosa para dela se distrair um pouco. Ganhará sem o meu voto. Além de inútil, seria imerecido: Cavaco confiou no Governo, proporcionou-lhe todas as "condições de estabilidade"e o Governo fez-se surdo aos seus apelos e avisos. Foi enganado e aguentou Sócrates. Não percebeu a evidência de que o interesse nacional exigia prioritariamente a remoção de Sócrates. É também, por isso, responsável pelo descalabro. No dia das eleições, vou passear com a Sandra.

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quinta-feira, 11 de março de 2010

Frouxo Cavaco

Como na televisão da minha mãe o merecido fisco do milionário Real Madrid me entretinha, não me ocorreu espreitar as estações que por cá existem. Perdi, por isso, a entrevista do Presidente da República à televisão do Estado, feita por uma jornalista, irritante, que tem um vencimento superior ao do Presidente.
Hoje, os jornais noticiam a entrevista e o Público destaca que "Cavaco não acredita no desconhecimento do Governo sobre o negócio PT/TVI". Como o Governo tem afirmado, aos jornalistas, ao Parlamento, que o desconhecia, Cavaco lá se permitiu sugerir que não acredita na sinceridade do Governo ou, o que é o mesmo, que acredita que o Governo tem mentido. Mas, triste e elucidativamente, para Cavaco, não confiar na palavra de Sócrates é coisa insignificante, que não afecta "as suas relações de trabalho normais" e a "cooperação estratégica" com o Governo, que não deve beliscar a estabilidade politica. Para mim, é sobretudo uma lição de irresponsabilidade e de cínica "ética republicana", a do Presidente que não quer assumir a responsabilidade de correr com Sócrates de S. Bento.

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