Arquivista

A minha foto
Nome:
Localização: Lisboa, Portugal




sexta-feira, 10 de junho de 2011

Passos

Domingo, 5 de Junho, foi um alívio e uma alegria. Portugal libertou-se finalmente da impostura e da infâmia de Sócrates. Durante 4 anos, a esquerda berrará, mas não causará danos. Os inimigos das liberdades e da economia de mercado, que queriam a revolução em vez do empréstimo, PC e Bloco, não chegaram, juntos, aos 14%.
Pela primeira vez, votei PSD. Ou melhor, votei Passos Coelho. Bem preparado, ciente da realidade, frontal, ouvindo e olhando quem com ele falava, parece-me pessoa decente e sensata. Decência e sensatez que faltaram ao Governo nos últimos 6 anos. Este PS, que se julga indispensável ao país, que idolatrou o "tiranete", merece 20 anos de oposição.

Etiquetas: , ,

domingo, 22 de maio de 2011

O inimputável

O circo eleitoral está de volta. Para meu ingénuo espanto, verifico que o demagogo que conduziu o Estado à falência, cujas decisões fizeram disparar o défice orçamental e o desemprego, a massa tributária e as falências, foi autorizado a candidatar-se. Um homem que deveria estar a caminho do exílio ou a ser observado por psiquiatras ou a preparar-se para se defender em Tribunal, vai pela terceira vez bombardear o país com mentiras, sacudindo responsabilidades e vitimizando-se. A partidocracia é a inimputabilidade dos incapazes e dos descarados.

Etiquetas:

domingo, 23 de janeiro de 2011

Eleições 2011

Ai é tão bom quando os socialistas são esmagados! Dá-me uma sensação - passageira, é certo - de que ainda há nos negócios públicos, um vestígio de bom senso, de decoro, de justiça. Cavaco ganhou sem brilho e o regime, cada vez mais ilegítimo, perdeu com inconsequente estrondo: 52% dos eleitores abstiveram-se, cientes da inutilidade do acto e da miséria moral do sistema.

Etiquetas: , ,

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pensar as eleições

A explosão da crise financeira do Estado ainda não produziu uma reflexão sobre os seus alicerces. A má gestão do Estado é incontroversa. Despesas descomunais e supérfluas, endividamento galopante, serviços medíocres ou desnecessários. O Estado transformado em agência de emprego das clientelas partidárias e em agente de negócios com quem financia os partidos. O Estado adulterado que massacra e empobrece o País com impostos. Incapaz de se regenerar. De reconhecer a incapacidade e delegar em quem saiba, como o ensino o prova. O facciosismo cega. A desonestidade é teimosa. Tudo isto é do comum conhecimento, negado apenas pelos seus promotores e beneficiados.
Ora, nesta "hora de gravidade" nenhum comentário ou discussão topei sobre a validade dos mecanismos que permitem que o Estado seja gerido por pessoas sem preparação técnica e sem categoria moral. Continua a ser aceitável e acertado que qualquer criatura possa chegar ao Governo. O sagrado voto legitima e confere a dignidade para o cargo. Eleger o chefe do Governo, mediante a eleição de 250 deputados, continua a ser inalienável. Não basta eleger o Presidente da República. A crença arreigada de que as liberdades exigem o circo da participação popular. E as eleições geraram Sócrates. Que entretanto falhou as suas promessas, que há-de entregar o barco bem pior do que o recebeu. Não cumprir é coisa inofensiva. Mentir reiteradamente não afecta a legitimidade democrática. O contrato só pode ser rasgado pelo subscritor a quem a tropa e os polícias devem obediência. E Sócrates não é um acidente. É a coroa de um sistema assente na irresponsabilidade, na impunidade, na demagogia A culpa não é só do demagogo. E quem o parece travar são poderes estrangeiros que os portugueses não elegeram. A soberania popular é uma ficção caríssima.

Etiquetas: , ,

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Não lhe dou cavaco

Cavaco anunciou que quer continuar Presidente. São mais cinco anos cheios de compromissos, de viagens pelo "país real", inaugurando, discursando, sorrindo, para excitação da província; uma agenda cheia que na velhice é coisa preciosa para dela se distrair um pouco. Ganhará sem o meu voto. Além de inútil, seria imerecido: Cavaco confiou no Governo, proporcionou-lhe todas as "condições de estabilidade"e o Governo fez-se surdo aos seus apelos e avisos. Foi enganado e aguentou Sócrates. Não percebeu a evidência de que o interesse nacional exigia prioritariamente a remoção de Sócrates. É também, por isso, responsável pelo descalabro. No dia das eleições, vou passear com a Sandra.

Etiquetas: , ,

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Eleições I

Como me dei ao trabalho de fazer na cruz no quadradinho do Paulo Portas, como acompanho estes actos desde o distante ano de 1985, como ainda tenho a esperança de um dia ganhar a vida escrevendo banalidades e como neste outrora dinâmico blogue mando eu, permito-me "esmiuçar" as eleições de domingo. Justificado, aventuro-me no exercício.
O PS perdeu mais de 500 mil votos, mais de 20 deputados, ficando pelos 36%, obrigado a arquivar a sua prepotência e a convocar o espiríto de negociação que detesta. Viciado em impor, terá que ceder, arreliar-se, ser polido, engolir propostas alheias. Com a satisfação do trabalhador que escapou ao despedimento, do marido a quem foi perdoada a infidelidade, Sócrates disse aos microfones ser uma "vitória extraordinária". E foi. Sobreviveu às promessas falhadas. Sobreviveu ao aumento do desemprego, do endividamento externo e das despesas do Estado. Sobreviveu à continuação da paródia do ensino e da justiça. Sobreviveu às investigações do jornal Público, que em vez de o levarem à demissão, apenas provaram imoralidade ou o desinteresse dos Portugueses, e a ficção que é achar-se a comunicação social o 4.º poder, quando é sobretudo agência de publicidade da classe política, entretenimento que nos alimenta a morbidez e a pena, nos ajuda a sonhar com viagens, nos estimula a consumir produtos culturais, vendendo-nos a ilusão de que estamos informados, temos opiniões, nos prestam contas e somos civilizados.
Optimista por artíficio, desenvolto a vitimizar-se, descarado a vangloriar-se, eficiente na distribuição de favores e na intimidação, patrão de um partido-polvo disciplinado, vocacionado para exercer o poder em seu próprio proveito, fodendo-nos sem escrúpulos se necessário, Sócrates sobreviveu por tempo ainda indefinido.
E com tantas linhas sérias dedicadas ao engenheiro, quase perdi a vontade de discorrer sobre o melhor político português desde Sá Carneiro: Paulo Portas. Mais logo, pego nele, salvo seja.

Etiquetas: , ,